sexta-feira, 15 de março de 2013

As Cruzadas

Escavação em projeto ferroviário encontra 13 corpos em Londres


De acordo com funcionários, a vala pode conter os restos mortais de milhares de pessoas mortas pela Peste Negra


LONDRES - Arqueólogos anunciaram nesta sexta-feira, 15, a descoberta de um cemitério que pode abrigar os restos mortais de cerca de 50.000 pessoas mortas pela "peste negra" em Londres, há mais de 650 anos. Treze esqueletos dispostos em duas fileiras foram descobertos 2,5 metros abaixo da rua na área de Farringdon, no centro de Londres, por pesquisadores que trabalham num projeto de 16 bilhões de libras (24 bilhões de dólares) para expansão da linha ferroviária.
Registros históricos já haviam indicado que a área, descrita como "terra de ninguém", teria abrigado um cemitério estabelecido às pressas para vítimas da peste bubônica, que matou cerca de um terço da população da Inglaterra após o início do surto, em 1348.
"Nesta fase inicial, a profundidade das covas, a cerâmica encontrada junto com os esqueletos e a maneira que os esqueletos foram dispostos, tudo aponta que isso seja parte do território de um cemitério emergencial do século 14", disse o arqueólogo-chefe do projeto, Jay Carver. Registros limitados sugerem que até 50 mil vítimas foram enterradas em menos de três anos no cemitério Farringdon, enquanto a praga devastava a capital.
Os arqueólogos esperam que os esqueletos, que foram levados para testes científicos, esclareçam informações sobre o DNA da praga e confirmem as datas dos sepultamentos. A descoberta do cemitério pode ser a segunda descoberta medieval significativa na Inglaterra recentemente, depois de arqueólogos confirmarem no mês passado que tinham descoberto os restos mortais do rei Ricardo 3º, que morreu em combate em 1485, debaixo de um estacionamento na região central do país.
As abras de construção da Crossrail, uma nova ligação ferroviária por baixo do centro de Londres e o maior projeto de infraestrutura da Europa, já descobriram esqueletos de mais de 300 covas em um cemitério perto do local do notório Hospital Bedlam para doentes mentais, no coração da cidade de Londres.
  

sábado, 2 de março de 2013

O ILUMINISMO: A base teórica da Revolução Francesa



O ILUMINISMO: A base teórica para as Revoluções inglesa e francesa (Século XVIII)


*O pensamento de John Locke: Precursor do iluminismo na Inglaterra, era contra a concentração de poder nas mãos do Rei. Foi autor da teoria dos “Direitos Naturais do Homem”, que defende a idéia de que nascemos com direitos naturais e inalienáveis. A liberdade de expressões e sentimentos, a igualdade perante a lei e o direito a propriedade privada da terra são direitos que nascem conosco e devem ser garantidos pelo Estado, sem esses direitos o povo deve se revoltar e derrubar o modelo político existente.

*O pensamento de Jean Marie Arouet (Voltaire): Esse filósofo francês foi profundamente influenciado pelas idéias de Locke. Era um crítico severo da Igreja Católica, que segundo ele era um centro de superstições e irracionalidades. Seu pensamento colocava a RAZÃO como o único meio dos homens viverem harmonicamente iguais perante a justiça, no mundo onde a fraternidade seria alcançada.

*O pensamento do Barão de Secondat (Montesquieu): Esse filósofo foi o responsável pela elaboração da teoria da divisão dos três poderes em: LEGISLATIVO (cargo responsável pela elaboração das leis), JUDICIÁRIO (cargo responsável em julgar essas leis) e EXECUTIVO (cargo responsável em executar as mesmas). Com essa teoria ele aperfeiçoou o sistema democrático. Era um grande crítico da concentração de poder nas mãos de uma única pessoa (Rei), por isso era a favor da divisão do poder em três instâncias.

*O pensamento de Jean Jacques (Rousseau): Um dos principais críticos do poder absoluto, escreveu um livro chamado “O contrato Social”, onde decreta que a DEMOCRACIA seria a única maneira de convivência entre os homens, ou seja, o POVO deveria ser o único soberano da Nação. Seu pensamento serviu de base teórica para a revolução Francesa, a Independência dos Estados Unidos da América e até a Inconfidência Mineira no Brasil

MEIN KAMPF - Obra de Hitler será publicada!


Decisão do governo da Baviera de publicar edição comentada de ‘Minha luta’ pode servir para impedir distribuição livre em sebos e pela internet das palavras de Hitler 



Se você não pode lutar contra ele, o melhor é se juntar a ele. É seguindo a velha expressão popular que o governo da Baviera, na Alemanha, anunciou esta semana que vai lançar novas edições de “Minha luta”, o relato autobiográfico, com tom de ensaio, do ditador nazista Adolf Hitler. A Baviera é detentora dos direitos autorais da publicação e não autoriza novas edições, justamente para impedir a propagação da mensagem antissemita presente no texto de Hitler. Em 2015, porém, quando se completarão 70 anos da morte do ditador, a obra vai cair em domínio público e poderá ser lançada por qualquer editora do mundo. Como prevenção, a Baviera vai preparar para 2015 edições comentadas, inclusive para o leitor jovem, contextualizando as palavras do ditador. Vai tentar, assim, evitar o que acontece há décadas: a divulgação indiscriminada da mensagem de Hitler. 

“Minha luta” nunca deixou de ser editado e distribuído, sobretudo pela internet. São bastante acessíveis as versões digitais do livro para download gratuito em vários idiomas, inclusive o português. Além disso, mesmo não havendo novas edições no Brasil, é fácil encontrar “Minha luta” à venda. O site Estante Virtual, que agrupa ofertas de sebos de todo o país, tem mais de 150 exemplares do livro de Hitler. Há desde uma versão de 1933, em alemão gótico, ao preço de R$ 15 mil, até obras em português da década de 1960, oferecidas a R$ 120. 

— Todas as editoras que republicavam o livro faziam isso de forma clandestina, à revelia da decisão do governo da Baviera de proibi-lo — explica Osias Wurman, cônsul honorário de Israel no Brasil. — A decisão de lançá-lo com comentários de personalidades e historiadores é, portanto, acertada. Essa é a forma mais postitiva de se combater o racismo contra qualquer etnia, não só contra os judeus. 

A última edição de “Minha luta” lançada no Brasil é de 2005, de responsabilidade da editora paulista Centauro. Sua capa era avermelhada, com uma foto de Hitler à esquerda e a imagem do ditador marchando entre suas tropas embaixo. O título aparecia tanto em português quanto no original em alemão, “Mein kampf”. De acordo com Almir Caparos Faga, um dos proprietários da Centauro, a tiragem de 2005 era de 2 mil exemplares. O livro, porém, não foi distribuído em grandes redes de livraria. 

— Nossa editora sempre lançou o livro, e ele sempre vendeu uns 2 mil exemplares por ano. Não é muito, porque as grandes cadeias não aceitam vendê-lo, não havia divulgação. Só que, aí, nós levamos o livro para feiras e bienais. E começamos a ter problemas — conta Faga. 

Por causa de “Minha luta”, a Centauro foi alvo de uma série de processos em que seus donos eram acusados de racismo. As ações na Justiça citavam, ainda, o livro apócrifo “Protocolo dos Sábios de Sião”, uma publicação do século XIX que trataria de um suposto complô judaico para controlar o mundo, também lançado pela Centauro. Ainda não há decisão final sobre os processos. 

— Quando começaram a pingar na internet informações sobre as ações na Justiça, o livro passou a vender muito rapidamente e se esgotou. Mas paramos de publicar para evitar mais problemas. Naquela época, o governo da Baviera entrou em contato conosco, avisando que eles detinham os direitos. Nunca soubemos disso — afirma Faga. — Agora, com a liberação em 2015, ainda não sabemos o que fazer. Republicar ou não vai depender do mercado. O livro é histórico. Fala de algo que aconteceu e que não vamos conseguir apagar. Hitler tinha uma mente doentia e fez atrocidades, mas não se pode bloquear o conhecimento. 

Para os críticos da publicação de “Minha luta”, o problema é como ele serviu — e ainda serveria — para a propagação de mensagens antissemitas. O livro foi lançado pela primeira vez em 1925, na Alemanha, e logo se tornou um sucesso imenso de vendas. Estima-se que, até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, mais de dez milhões de exemplares de “Minha luta” circulavam pelo país, entre aqueles que foram vendidos em livrarias e os que foram distribuídos gratuitamente pelo ditador para soldados, estudantes e jovens recém-casados. 

Em vários trechos, a manifestação do ódio racial era direta. Em “Minha luta”, Hitler escreveu: “Nada se afirmou em mim tão depressa como a compreensão, cada vez mais completa, da maneira de agir dos judeus em determinados assuntos. Poderia haver uma sujidade, uma impudência de qualquer natureza na vida cultural da nação em que pelo menos um judeu não estivesse envolvido? Quem, cautelosamente, abrisse o tumor haveria de encontrar, protegido contra as surpresas da luz, algum judeuzinho. Isso é tão fatal como a existência de vermes nos corpos putrefatos. O judaísmo provocou em mim forte repulsa quando consegui conhecer suas atividades, na imprensa, na arte, na literatura e no teatro”. 

É por um conteúdo como esse que “Minha luta” se tornou maldito por gerações, mais ou menos como ocorreu com muitas das publicações ou dos filmes feitos por ou a pedido dos nazistas. Outro caso famoso foi o da alemã Leni Riefenstahl, diretora de filmes de propaganda nazista, como “O triunfo da vontade”. Até sua morte, em 2003, Leni passou anos sendo criticada e acusada de ter sido simpatizante das ideias de Hitler. 

— O livro era uma plataforma para Hitler ser eleito. Quando ele foi publicado, não haviam acontecido todas as mortes, a destruição, os campos de concentração que vieram depois — diz Osias Wurman. — O que vemos na Europa hoje é que Hitler morreu, mas o nazismo continua vivo. Está presente na força da extrema-direita nas eleições da França ou no atentado na Noruega no ano passado. A republicação do “Minha luta” deve servir para que esse mal não retorne.
Esta reportagem foi publicada no vespertino para tablet "O Globo a Mais"

Danilo Gentili... RACISMO OU LIBERDADE DE EXPRESSÃO?



Quantas bananas você quer?
O vídeo publicado pelo Portal do PSTU trazia uma entrevista com Thiago Ribeiro, jovem negro de 29 anos que, recentemente, denunciou Gentilli por suas piadas de explícito conteúdo racista. Cansado das piadas sem graça do “comediante”, Thiago Ribeiro postou no Youtube um vídeo com uma coletânea de piadas racistas de Gentili. O vídeo obteve 800 visualizações, inclusive uma visualização do próprio Gentili, que conseguiu tirar o vídeo do Youtube por meio da cláusula de uso de imagem.
Através do seu perfil no Twitter, Thiago interpelou Gentili sobre a proibição do vídeo. A resposta de Gentilli foi pra lá de desprezível: “vamos esquecer isso… Quantas bananas você quer pra deixar essa história pra lá?”, escreveu o comediante em seu Twitter. Na sequência, muitos seguidores de Gentilli desataram ataques racistas contra Thiago. Todos eles, inclusive Gentilli, foram denunciados por crime de racismo ao Ministério Público de São Paulo e à Polícia Federal sobre o ocorrido. Também foi realizado um Boletim de Ocorrência na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania e na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.


Quer ler essa notícia na íntegra? Acesse: http://www.tumblr.com/tagged/racismo?before=1352311196

Descoberta pode solucionar “enigma” bíblico





Achados arqueológicos recentes podem comprovar que a cidade de Siló, antiga capital de Israel, foi destruída por um grande incêndio. Essas descobertas na região central de Israel desvendariam o mistério envolvendo a ruína dessa cidade mencionada no Antigo Testamento. Fragmentos de um jarro de barro foram descobertos em meio a uma camada de cinzas avermelhadas. Esse é um forte indício para resolver definitivamente o enigma milenar sobre como a cidade foi destruída. Em Siló, o Tabernáculo foi colocado durante o período conhecido como “dos juízes”. O local serviu como capital de Israel e centro espiritual por 369 anos, até a sua destruição. Após ser saqueada pelos filisteus deixou de ser a capital. A área continuou sendo habitada até 722 a.C., quando a Assíria invadiu o Reino de Israel. Atualmente, na região fica a cidade de Rosh Ha’ayin.

As Escrituras não relatam como foi o fim de Siló, mas essas descobertas comprovam que um incêndio arrasou o local. A datação do jarro aponta para o ano 1.050 a.C., que coincide com a data dos eventos descritos no livro de Samuel.

Avital Selah, diretor do sitio arqueológico de Tel Siló, disse à Agência de Notícias Tazpit que as teorias levantadas durante a escavação são semelhantes ao que se cogitou 30 anos atrás, quando restos de comida descobertos no local também apontavam para o ano 1.050 a.C.

O livro bíblico de 1 Samuel narra a batalha entre filisteus e israelitas, quando a Arca da Aliança foi capturada. O livro de Jeremias e alguns Salmos confirmam que Siló foi destruída pouco depois pelos filisteus. Os estudos dos arqueólogos devem ser publicados em breve comprovando como aconteceu e pondo fim ao mistério milenar.

(Gospel Prime, com informações Huffington Post e Israel National News)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A ALIMENTAÇÃO NA ÉPOCA FEUDAL

 A ALIMENTAÇÃO INDICAVA A CONDIÇÃO SOCIAL DAS PESSOAS. EM GERAL, OS SERVOS CONSUMIAM A  CARNE COZIDA, QUE COMPLEMENTAVA AS SOPAS E PAPAS DE CEREAIS E LEGUMES.
A ALIMENTAÇÃO DOS NOBRES, EMBORA MAIS NUTRITIVA QUE A DOS CAMPONESES, ERA POUCO VARIADA. COMPUNHA-SE PRINCIPALMENTE DE CARNE,PEIXE,QUEIJO,CEBOLA,NABO,CENOURA, FEIJÃO,ERVILHA,MAÇÃS E PERAS.
O AÇÚCAR SÓ SE TORNOU CONHECIDO A PARTIR DO SÉCULO XII E, MESMO ASSIM, ERA TÃO CARO QUE SÓ ENTRAVA NAS COZINHAS DOS NOBRES MAIS PODEROSOS.

A AGRICULTURA E O TRABALHO SERVIL (IMPOSTOS MEDIEVAIS)


OS SERVOS PRODUZIAM PARA SUSTENTAR TODA A SOCIEDADE E PAGAVAM TRIBUTOS PELA UTILIZAÇÃO DAS TERRAS DOS SENHORES, COMO A CORVEIA, A TALHA E AS BANALIDADES.

* CORVEIA: OS SERVOS DEVIAM CULTIVAR AS TERRAS DA RESERVA SENHORIAL DE DUAS A TRÊS VEZES POR SEMANA, SEM GANHAR NADA POR ISSO. TUDO QUE PRODUZIAM ERA APROPRIADO PELO SENHOR.

* TALHA: OS SERVOS ENTREGAVAM AO SENHOR UMA ARTE DO QUE PRODUZIAM NO MANSO SERVIL. EM GERAL, O TRIBUTO VARIAVA ENTRE 30% E 40%.

* BANALIDADES: PARA UTILIZAR AS INSTALAÇÕES DA RESERVA SENHORIAL, COMO O FORNO E O MOINHO, OS SERVOS ENTREGAVAM AO SENHOR UMA PARTE DA PRODUÇÃO.

OS SERVOS TINHAM AINDA OUTRAS OBRIGAÇÕES OCASIONAIS. POR EXEMPLO, NAS VIAGENS QUE OS SENHORES FAZIAM PELAS ALDEIAS, OS SERVOS TINHAM DE OFERECER ALIMENTAÇÃO E HOSPEDAGEM.




ESTRUTURA FÍSICA DO FEUDO


FEUDALISMO: IDADE MÉDIA (V-XV)

ALTA IDADE MÉDIA (V-IX) SURGIMENTO DO FEUDALISMO


DIVISÃO EM TRÊS PARTES

*FEUDO SENHORIAL: Onde ficava o castelo com terras de uso exclusivo do senhor.

*FEUDO SERVIL: Terras destinadas aos servos, produziam o que era necessário para a sua sobrevivência.

* FEUDO COMUNAL: Composto de bosques e pastos usados tanto pelo senhor como pelos servos.

TRABALHO ELABORADO PELO ALUNO MARCELO
TEMA: NAZISMO E FASCISMO
TRABALHO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA 2012
ESCOLA: NELSON ANTONIO DO NASCIMENTO JUNIOR
TURMA: EJA 3TB NOTURNO









Historiadora deve pedir volta do coração de Dom Pedro I ao Brasil

Coração de Dom Pedro I está na cidade do Porto, em Portugal - Reprodução



Órgão que está na cidade do Porto, em Portugal, poderá ser analisado no Brasil; pesquisa revelada com exclusividade pelo ‘Estado’ exumou os restos mortais do imperador e de suas duas mulheres.


O próximo passo do estudo da historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, revelado com exclusividade pelo Estado no início da semana passada, é analisar o coração de Dom Pedro I, que está na cidade do Porto, em Portugal. Por decisão testamentária, o coração foi doado à Igreja da Lapa, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela principal da igreja.

Na primeira fase da pesquisa, apresentada na última segunda para obtenção do título de mestrado, Valdirene exumou os restos mortais do imperador e de suas duas mulheres, Leopoldina e Amélia, sepultados na cripta do Monumento à Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. O material passou por uma série de exames na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a pesquisa serviu para desmentir episódios da história e confirmar outros - como a "lenda" de que a imperatriz Leopoldina teria sido empurrada escada abaixo e fraturado um fêmur (mas os exames não demonstraram nada), as quatro costelas fraturadas de Dom Pedro I (resultado de acidentes a cavalo) e a revelação de que a segunda mulher do imperador, Dona Amélia, está mumificada.
Médicos envolvidos no estudo veem com entusiasmo a análise do coração do imperador. "A partir de uma amostra pequena do tecido do coração, de cerca de 5 mm, seria possível aprofundar as hipóteses da causa mortis de Dom Pedro", comenta o médico Paulo Hilário Saldiva, chefe do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Com esse tecido, os especialistas poderiam fazer um exame de biópsia.
Assim, seria possível saber se o imperador teve ou não sífilis, como alguns historiadores afirmam. "Pelo vídeo que vimos, é possível perceber que o coração é maior do que o normal. Isso pode ser decorrência de alguma doença. Chagas, por exemplo. Ou até algum problema reumático. É preciso analisar para chegar a uma conclusão", diz o médico.
A historiadora e arqueóloga Valdirene Ambiel já manifestou interesse em dar mais esse passo em sua pesquisa. "É um intercâmbio que nos interessa, e estamos abertos a sugestões e parcerias que vierem de lá. É parte de nossa história conjunta", diz a pesquisadora, que vem concedendo entrevistas também a jornais e emissoras portugueses.
Em breve, um pedido formal deve ser feito à prefeitura de Porto e à Venerável Ordem de Nossa Senhora da Lapa, que administra a igreja. Segundo Valdirene, será apresentado um projeto detalhado e, dependendo da receptividade ao estudo, os pesquisadores podem solicitar que o órgão seja trazido ao Brasil para exames de tomografia na Faculdade de Medicina da USP - seguindo o mesmo princípio de "autópsia virtual" pelo qual passaram os restos mortais da família imperial.
Aprovação. Os responsáveis pela guarda do coração de D. Pedro I, segundo apurou oEstado em Portugal, estão abertos a que se retire uma amostra do órgão para estudo. No entanto, impõem como condição que seja garantida a integridade do coração. Sobre a possibilidade de trazer o órgão ao Brasil para tomografias, ainda não se manifestaram.
Atualmente, duas entidades são responsáveis pelo coração do primeiro monarca brasileiro: a prefeitura do Porto, a que o órgão de D. Pedro I - D. Pedro IV em Portugal - foi doado, e a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, a quem a filha do imperador brasileiro, a rainha portuguesa D. Maria II, atribuiu por decreto régio a função de manter o coração de seu pai.
Segundo o provedor da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, Joaquim França do Amaral, a condição é que não seja colocado em risco o coração de D. Pedro I. "Não há obstáculo nenhum ao estudo. Mas neste momento não é aconselhável abrir o frasco com o coração, porque está muito frágil", afirmou ao Estado. Atualmente, apenas é aberto uma vez a cada dez anos para trocar o líquido de conservação, uma solução de Kaiserling.
Na prefeitura do Porto, a condição colocada é que seja feito um pedido oficial: "é uma questão que terá que ser analisada profundamente pelas autoridades envolvidas e que terá sempre que ter um caráter oficial. Apenas um pedido institucional poderá permitir essa análise", informa o chefe da Divisão de Relações Internacionais e de Protocolo da prefeitura, João Paulo Cunha.
Entre os especialistas, existem receios de que a abertura do recipiente onde está o coração possa comprometer a integridade dele. Um dos motivos é que a solução de Kaiserling em que está colocado possa ter um comportamento diferente do que se fosse em formol, que é atualmente utilizado para conservar órgãos do corpo humano. 

Múmia de imperatriz surpreende pesquisadores



SÃO PAULO - Uma das principais revelações do estudo arqueológico nas figuras históricas foi o fato de que d. Amélia de Leuchetenberg, segunda mulher de d. Pedro I, foi mumificada - um dado até aqui desconhecido de sua biografia. A imperatriz, que morreu em Lisboa em 1876 e cujos restos mortais foram trazidos à cripta do Ipiranga em 1982, conserva pele e órgãos internos intactos. Cabelos, cílios, unhas, globos oculares e órgãos como o útero estão preservados.


"É uma das múmias em melhor estado de conservação já encontradas no País. Agora, precisamos pesquisar para entender exatamente por que ela ficou assim e, mais importante ainda, compreender melhor quem foi essa mulher, uma imperatriz esquecida na História do Brasil", diz a arqueóloga Valdirene Ambiel, responsável pelas pesquisas na cripta do Ipiranga. "Quando a trouxeram à cripta, em 1982, dizia-se que ela estava 'preservada', mas ninguém sabia que poderia ser considerada múmia."




As causas exatas da mumificação de d. Amélia ainda estão sendo investigadas - não era comum entre a nobreza de Portugal que mulheres recebessem tratamento para ficarem preservadas. "Pode ter sido um 'acidente de percurso'. Ela foi tratada para ficar conservada alguns dias, para o funeral, e isso acabou inibindo o processo de decomposição", diz Valdirene. Os exames no Hospital das Clínicas revelaram uma incisão na jugular da imperatriz. Por ali, foram injetados aromáticos como cânfora e mirra. "No caso de d. Amélia, havia um forte odor de cânfora quando abrimos o caixão. Certamente, ajudou a anular o processo de decomposição."

Também contribuiu para a mumificação, segundo a pesquisadora, a ausência de fatores para a decomposição. "A urna foi tão hermeticamente lacrada que não havia microorganismos para realizar a decomposição. É irônico que tenha acontecido justamente com Amélia, que pediu expressamente um funeral simples, nos quais não se costumava preparar os mortos para preservação", explica Valdirene, referindo-se ao testamento de Amélia de Leuchtemberg, no qual consta o pedido de um funeral sem ostentações. O documento, porém, só foi lido após o enterro, quando a mumificação já havia sido preparada.

Após passar pelo aparelho de tomografia do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas e de receber uma biópsia, a imperatriz foi "remumificada" - ela recebeu novo processo de embalsamamento, semelhante ao qual havia passado 136 anos antes. Valdirene também foi a responsável por preparar e aplicar na múmia uma solução semelhante à usada em Portugal no século 18 (500g de naftalina, 500g de cânfora, 300g de manganato de potássio, 2,5 litros de álcool a 92%, 2 litros de formol e 500g de timol). Com gaze e algodão, passou a mistura em todas as partes visíveis da imperatriz - face, pés, mãos e pescoço. "Também passamos a solução nas laterais do corpo preservado, para que receba o tratamento por absorção. Nas costas ficou do jeito que estava, já que não podíamos levantá-la do caixão", conta a arqueóloga.

Com a descoberta, o caixão de d. Amélia recebeu um visor de vidro, que permitirá - apenas a pesquisadores - observar seu estado de conservação. No plano que apresentou à Prefeitura, Valdirene se propõe a fazer visitas semanais à cripta, para checar a preservação da múmia. "Faz parte do projeto de preservação dos restos mortais da família imperial. Precisamos tomar conta das descobertas", diz. 

domingo, 28 de outubro de 2012

ANÁLISE DA OBRA: A CORRIDA PARA O SÉCULO XXI: NO LOOP DA MONTANHA RUSSA.

SEVCENKO, Nicolau. A Corrida para o Século XXI: no Loop da Montanha Russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Nicolau Sevcenko, historiador e escritor, filho de imigrantes russos, Sevcenko nasceu no Brasil no Estado de São Paulo em 1952, graduou-se em 1976, na universidade de São Paulo, onde é professor titular desde 1999. Escreveu diversas obras entre elas estão À revolta da vacina, Orfeu extático na metrópole: São Paulo nos frementes anos 20 (1992), A corrida para o século XXI: No loop da montanha-russa (2001) e Literatura como missão: Tensões sociais e criação cultural na Primeira República (2003), além de ter organizado o volume História da vida privada no Brasil: da belle époque à era do rádio (1998), todos pela Editora Companhia das Letras.
 Neste trabalho o autor inicia a introdução do texto utilizando metáforas, comparando as sensações provocadas pelo avanço acelerado Científico-Tecnológico do século XX, às sensações que o “loop” de uma montanha russa provoca no ser humano. 
 No subtítulo “A corrida do século XX” nos apresenta algumas tendências mais marcantes do nosso tempo: a partir do “século XVI, a situação privilegiada da Elite da Europa Ocidental onde os desenvolvimentos tecnológicos lhe asseguraram o domínio de poderosas forças naturais, de fonte de energias cada vez mais potentes, de novos meios de transportes e comunicação, de armamento e conhecimento especializados. Permitindo-lhes impor uma hegemonia apoiada na ideia de uma vocação inata da civilização europeia para o saber, o poder e a acumulação de riquezas” (p14-15). No século XX essa visão otimista continua sob a expressão “ordem e progresso”; A Revolução Científico-Tecnológica atingiu todos os segmentos do conhecimento humano com impacto transformador em todas as sociedades e atingiu seu ponto mais alto na eclosão da “Grande Guerra, graças aos novos recursos tecnológicos, produziu-se o efeito de destruição em massa, nunca tantos morreram tão rápido, tão atrozmente em tão pouco tempo. Essa escala só seria superada com o seu desdobramento histórico, a Segunda Guerra Mundial” (p16). O Autor nos apresenta também a magnitude das mudanças atuais a partir da Revolução da Microeletrônica, que apesar de tantos benefícios o levou a refletir sobre os problemas que o ritmo acelerado dessas mudanças ocasionou, como por exemplo, a falta de reflexão crítica da sociedade sobre todo esse movimento e seus prejuízos.
 O autor nos leva ao conhecimento de que a crítica social tem poder diante dos rumos que a evolução tecnológica esta conduzindo toda a sociedade, não podemos evitar esse constante e crescente desenvolvimento, mas não podemos ser alheios a eles e se não ficarmos atento, a nossa capacidade de critica será abafada diante de tantos acontecimentos efêmeros e encantadores. “A técnica não pode abolir a crítica, até mesmo porque precisa dela para abrir a cortina de novos horizontes” (p.17) À sociedade precisa participar criticamente diante das evoluções e inovações, avaliar seus efeitos e seus impactos. O autor traz sugestões de orientações ao desenvolvimento crítico levando em consideração nosso momento tumultuoso que sufoca a reflexão e diálogo, que consiste em se desprender do ritmo acelerado das mudanças atuais, e com olhar um pouco mais distante analisar criticamente; analisar a sociedade conforme o seu tempo histórico e as transformações do seu contexto e analisar as transformações sociais futuras e de como a técnica pode ser posta a favor dos valores humanos beneficiando o maior numero de pessoas.
CAP.1: Aceleração tecnológica, mudanças econômicas e desequilíbriosA Segunda Guerra foi um marco divisor, pois após esse período nos deparamos com a Guerra Fria, um conflito ideológico protagonizado pelas duas ideologias predominantes. 
 E para finalizar está parte, o autor nos diz um pouquinho que a maior sofisticação dos equipamentos foram criados durante a guerra fria, ocasionado pela corrida armamentista, com o fim da guerra os Estados Unidos se tornam a economia mais forte do planeta em que o dólar americano se torna moeda padrão internacional e por fim menciona o enorme crescimento do PIB americano.
 “Nos anos 70 com a era da globalização, em meios às turbulências causadas pela crise do petróleo, uma serie de medidas foram tomadas pelos EUA para dar maior dinamismo ao mercado internacional, entre elas a liberalização de controles cambiais entre as economias mais desenvolvidas, a desregulamentação dos mercados e o surgimento de empresa transnacional, beneficiando grandiosamente os capitais financeiros. Neste contexto houve grandes mudanças drásticas em todo o quadro da economia mundial”(p27-28). Outro fator que beneficiou as grandes potências econômicas desse período foram as grandes conquistas das evoluções das novas tecnologias da microeletrônica “cada fração de segundo em que uma informação nova possa ser traduzida pelo simples toque de uma tecla eletrônica transfere volumes fabulosos de recursos de uma parte do mundo para outra e de milhares de fontes para as contas de um pequeno punhado de agentes privilegiados” (p-29), isso nos mostra o quanto são pequenos os setores da sociedade privilegiados, se beneficiam cada vez mais, com cada passo da evolução tecnológica, mesmo se falando em globalização, onde a perspectiva deveria ser de “um mundo só”, a exclusão de uma maioria permanece, e essa minoria ainda exerce um poder de domínio e decisões sobre as outras.
 No subtítulo “A desmontagem do Estado de bem estar social” é muito interessante o autor nos mostrar que devido as grandes mudanças baseadas na evolução tecnológica, de grande impacto, de grandes proporções e aceleração desenfreada, não houve uma politica ética de fiscalização, debate ou avaliação que acompanhasse esse dinamismo, e o resultado “desse processo foi que grandes corporações ganharam um poder de ação que tendem a prevalecer sobre os sistemas políticos, os parlamentos, os tribunais e a opinião pública” (p-30), o Estado perde seu poder controlador sobre o sistema de taxação sobre essas corporações, comprometendo o exercício do seu papel de proteção social. Com a globalização, facilita o poder de mobilização das grandes empresas, que ameaçam o Estado de evasão caso não seja atendido seus interesses e exclusividade de benefícios, assim o Estado a fim de evitar o colapso administrativo, se vê obrigado a agir contra a sociedade em favor dessas grandes corporações.  “A tradução prática dessa receita é o aumento da marginalidade, da violência, o declínio do espaço público e da convivência democrática” (p32). Porém essa transformação drástica acontecendo mesmo sem um debate parlamentar, não ocorreu sem a legitimidade de um discurso político, uma grande mudança impactou os quadros de valores e deu vida nova a posições típicas do liberalismo conservador, consolidando a ideologia do neoliberalismo, liderados e disseminados principalmente pelos governos do EUA e Inglaterra, justificado na ideologia de um novo mundo na versão WASP.
Encabeçado a partir da década 70 por duas figuras essenciais para a elaboração desse modelo econômico, Ronald Reagan e Margaret Thatcher ou “dama de ferro”, esse modelo pregava a pura competição e individualidade onde o Estado é capaz de fornecer os meios essenciais para a classe trabalhadora mais abastada, mas eu pergunto de que maneira são fornecidos esses serviços, é por meio do sucateamento, onde quem tem dinheiro para pagar essas mercadorias terá obviamente uma qualidade de vida muito melhor do que aquele trabalhador que depende dos serviços prestados pelo Estado, isso novamente gera injustiça, individualismo, competitividade, desigualdade social, mortalidade infantil, miséria e instabilidade financeira. Com o advento do discurso neoliberal, o debate político que defendiam as metas de consolidação de um conjunto de ações que era a vigor de uma sociedade democrática e o aperfeiçoamento do Estado de bem estar social, se transformaram em função do “pensamento único”, onde o Estado se anula e se rende em favor da liberdade de comércio das grandes corporações.
 O discurso do autor no subtítulo O Presentismo e o Imperativo da Responsabilidade abordam assuntos sobre os aspectos negativos ocultados da revolução científico-tecnológica, e da consolidação do neoliberalismo, presente na disparidade da desigualdade social e distribuição de renda entre os países mais ricos e os mais pobres. Fala dessa crítica da desigualdade social como um legado mais perverso do séc. XX para o séc. XXI. Dados da ONU mostram que existe uma minoria de duzentos multimilionários e a renda do restante da população somada representa apenas dez por cento da renda desse grupo, “constatações desse teor colocam em evidência que o problema mais urgente dos tempos atuais é o da responsabilidade em relação ao futuro, que esta sendo configurado por forças fora de qualquer controle institucional” (p-43). Neste mesmo subtítulo o autor faz uma reflexão sobre Ética e o desenvolvimento tecnológico, cita o estudo do filósofo Hans Jonas, que mostra que este termo quando formulado nos primórdios da filosofia ocidental e “com predomínio nesta fase, de condições tradicionais e de um padrão de baixo potencial tecnológico, não se colocava a questão do impacto futuro que viessem a ter as decisões tomadas aqui e agora” (p-44), ”Pode-se dizer, portanto que durante o período que antecedeu a era tecnológica, a ética era pensada numa base de relações de indivíduo para indivíduo, completamente centrada numa perspectiva humana, tudo mais relacionado ao mundo externo era estranho ao mundo moral” (p-44). O autor justifica esse pensamento no fato de que as “sociedades modernas tem um potencial transformador que se multiplica tão rápido, numa velocidade maior do que a necessária para que se possam compreender ou refletir sobre seus impactos futuros” (p-45). As consequências desse presentismo são os efeitos abaladores e desestabilizadores que irão impactar de forma drástica o futuro de indivíduos que se quer participaram das decisões iniciais, causando desequilíbrios das mais diversas formas, sejam nos setores políticos, tecnológicos, empresariais, ambientais ou sociais. Segundo Hans Jonas, esse processo caracteriza o mal do “presentismo”, ou seja, assumir decisões que envolvem grandes riscos no presente, sem considerar suas consequências e vítimas futuras. Dois dos fatores apresentados pelo autor que fortalece a mentalidade do presentismo foram à publicidade e o consumismo, fortalecido pela desregulamentação dos mercados, seduzindo a sociedade com apelos sensuais e sensoriais associados a fantasias que envolvem desejos de poder, estimulando a ideia de quem pode mais terá mais e do melhor, quem não tem o poder de compra será expulso para margens ou para fora do sistema. Esse tipo de atitude presentista ainda atinge outros segmentos da sociedade moderna, impondo o pensamento de que aqueles que estão de fora desse sistema consumista irão representar a imagem do fracasso, e ainda atribuindo a essa camada da sociedade a culpa pela sua falta de iniciativa, não adaptação à vida moderna e má sorte. “Esse tipo de atitude presentista possui um aspecto que consiste em fazer uma tábua rasa das circunstâncias históricas que conduziram a ordem mundial ao ponto em que agora se encontra” (p-49), isso mostra um pensamento que faz sempre do momento atual o inicio de uma nova fase, ignorando as circunstâncias históricas que envolvem a sociedade e justificam seu modo de vida. “O fato é que podemos estar no início de uma nova etapa da configuração tecnológica, mas o mundo certamente não começou agora” (p-49).
 No subtítulo “o retorno do colonialismo: a desigualdade se aprofunda” o autor traz comparações do sistema colonial antigo à dependência econômica dos países mais pobres pós-independência e alguns fatores que justificam sua continuidade através do neocolonialismo doutrinado pelos países imperialistas do século XIX, como por exemplo, o fato das nações emancipadas adotarem o modelo de organização política de suas metrópoles, recorrendo a elas contando com apoio e colaboração militar, explorando sua população tal qual eram feitas no sistema anterior. As consequências são: a exploração econômica e a expropriação predatória de recursos naturais.
 “O FMI, o BM e o Terceiro Mundo”: Neste subtítulo o autor fala das duas instituições pelo o qual o neoliberalismo impõe aos países do Terceiro Mundo uma submissão incondicional ao neocolonialismo, sendo eles o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, ambos criados em 1944 com a dupla finalidade de financiar a reconstrução dos países arrasados pela guerra e apoiar as nações em processo de desenvolvimento ou recém-emancipadas da condição colonial. “Para alguns países capitalistas europeus e para o Japão essas medidas foram de grande ajuda, porém para os demais países esse apoio foi se tornando uma ladeira sem fim, afundando-os cada vez mais em níveis sufocantes de endividamentos” (p-52). Essas medidas de apoio eram acompanhadas com um receituário com 115 condições de reajuste estrutural dos países subdesenvolvidos, todos eles favorecendo a exploração dos países de economia dominante, “impunham medidas como a desregulamentação das economias e finanças, derrubada de barreiras alfandegárias e comerciais, redução de gastos públicos e serviços sociais, privatização de empresas e eliminação de garantias de direitos trabalhistas, inclusive com enfraquecimento dos sindicatos, de modo a permitir demissões em massa e tornar o mercado de mão de obra, mais barato, mais dócil e mais flexível “(p-53)”. O custo desse apoio para os países de Terceiro Mundo, além do endividamento em longo prazo, foi o aumento drástico da desigualdade social, falta de investimento público em todos os setores sociais, desemprego, baixos salários, aumento da mortalidade por doenças e desnutrição, tornando essas nações cada vez mais pobres e dependentes.
 “Crítica, luta humanitária e ação em escala global”: O mais interessante deste subtítulo é o modo otimista, de como o autor se comunica com o leitor e coloca que é possível enfrentar esse quadro de graves desequilíbrios, com a visão de um historiador que se vê com uma grande vantagem que “consiste justamente na possibilidade que o estudo de história propicia, de uma compreensão mais articulada das circunstâncias por meio das quais chegamos ao ponto em que estamos e, partir daí, na possibilidade de uma melhor avaliação das alternativas que se apresentam e podemos vislumbrar graças à ampliação da perspectiva temporal. Essa estratégia nos permite sair dos limites estreitos tanto do presentismo como do conformismo do pensamento único apresenta algumas alternativas” (p-55). Resumindo, suas propostas sugerem compreender a impossibilidade de retornar e modificar o passado, as mudanças históricas ou tecnológicas uma vez desencadeadas, exige que nossos pensamentos se reformulem em adequação aos novos termos para poder interagir com eficácia no novo contexto; com isso a sugestão é que os Estados nacionais busquem uma nova capacidade reguladora de âmbito mundial, compatível com o âmbito global em que agem atualmente as grandes corporações. Ao lado dessa reformulação dos Estados, seria necessário que a sociedade, as associações civis e associações não governamentais atuassem também em coordenação internacional exercendo grandes pressões como consumidores, já que essa é agora a força dominante para que essas empresas sejam transparentes quanto as suas políticas trabalhistas, suas responsabilidades sociais, culturais e ecológicas, sob penas de boicote em escala global.  A partir dos anos 90, a pressão da manifestação social contra a exploração econômica e expropriação predatória de recursos naturais, teve como resultado “algumas proposições novas e bastante promissoras assinadas pela ONU, incluindo aos direitos humanos, os direitos sociais, econômicos e culturais, esse principio ético-juridico comporta amplas e notáveis consequências, implicando que os responsáveis pelas violações aos direitos humanos, sejam autoridades locais, grupos econômicos ou instâncias internacionais serão passiveis de julgamento em tribunais internacionais por crime, representando uma conquista inovadora e radical” (p56-57).
CONCLUSÃO: Atuar contra os desequilíbrios causados pelo avanço tecnológico acelerado e as mudanças econômicas decorrentes são uma missão que requer a conscientização da sociedade de que é possível melhorar esse quadro das desigualdades, através de uma luta contínua em busca de um nivelamento mais equilibrado nas relações entre as potências capitalistas e os países do terceiro mundo; acredito que nossas principais armas estão no conhecimento e na compreensão dos prejuízos causados á sociedade, investimento acadêmico para que outras sugestões e possibilidades viáveis de transformações possam se divulgadas, a utilização dos meios educacionais como fonte de informações e conhecimento dos planos políticos de futuros governantes que iremos eleger.

PATRONO DA EDUCAÇÃO

O educador Paulo Freire foi oficialmente declarado patrono da educação brasileira nesta segunda-feira (16). A Lei 12.612/2012, sancionada na última sexta-feira (13) pela presidente Dilma Roussef, é uma homenagem originalmente proposta pela deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP).
 Erundina comemorou a aprovação do projeto, que tramitou no Congresso Nacional por sete anos. “Estou felicíssima, foi mais do que justa essa homenagem do povo brasileiro, através do Congresso, a um homem que fez muito e continua fazendo com a sua obra. Com tudo que ele representou, na luta de resistência à ditadura, na redemocratização do País, e pela formação de gerações e gerações de educadores com uma concepção de educação libertária, política”, declarou.
 Enquanto prefeita de São Paulo, em 1989, Erundina nomeou Freire seu secretário de Educação. Segundo a deputada, o educador provocou uma verdadeira revolução educacional na cidade. “Mas do que isso é o que ele representa ainda hoje como filósofo da educação, como educador, ele é um emblema no mundo todo, é mais homenageado lá fora que no Brasil”.
 O educador nasceu em Recife em 1921, ficou órfão aos 13 anos e enfrentou uma “infância difícil”, como observa a deputada na justificativa de seu projeto. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Em 1960, desenvolveu um método “simples e revolucionário” de alfabetização para adultos. Durante o governo do presidente João Goulart, coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, que tinha o objetivo de alfabetizar cinco milhões de pessoas.
 O criador da “pedagogia da libertação” foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando o seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia. A partir da década de 60, observou o relator do projeto, a “pedagogia da libertação” passou a simbolizar a contribuição de Freire ao pensamento pedagógico mundial.
 Paulo Freire é um dos brasileiros mais conhecidos no exterior. Um brasileiro que tem bustos em praças e é nome de rua em países da África e América Latina. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas e se transformaram em clássicos do pensamento relacionado à educação em todo o mundo.

2012 - NOVOS SINAIS EM ISRAEL E UM TEMPO DE AVIVAMENTO!

A algum tempo atrás, vi pela internet, através de alguns sites cristãos, uma enxurrada de afirmações sobre a profecia de Ezequiel 47 e um fenômeno chamado “Bolaines” ou em inglês “sinkhole”, que seriam grandes buracos de água doce aparecendo nas margens do Mar Morto. Alguns pastores promoveram seus ministérios com este assunto, baseados em pura especulação sobre o tema, e este assunto também está relacionado com o que vem acontecendo geologicamente com o Mar Morto.

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O Mar Morto יָם הַ מֶּ לַ ח, Yam HamMélaḥ, "Mar de Sal", também יָם הַ מָּוֶת, Yam HamMāweṯ, "Mar da Morte"), também chamado de Mar Salgado, Na verdade ele é um grande lago de sal. O Mar Morto está localizado exatamente ao sul do local onde antes foram as famosas cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19). Afirmam alguns que esta é a razão pelo intenso cheiro de enxofre na região. Mais de 1000 buracos tem se desenvolvido na costa do Mar Morto, e mais de 80% destes buracos começaram a partir de 1997.

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Buracos misteriosos, com cerca de 30 metros de diâmetro por 7 de profundidade em média, começaram a surgir nas praias salgadas do Mar Morto e, de dentro deles, surpreendentemente, águas passaram a transbordar! Águas que, apesar de brotarem de um solo extremamente salgado, CONSERVAM-SE DOCES E SAUDÁVEIS! Apesar destas singulares situações, precisamos reconhecer que é bem provável que profecia de Ezequiel descreva um rio espiritual, e não um literal. A topografia necessária para o aumento da profundidade sobre a distância que Ezequiel especificou não se encaixa na paisagem do local em Jerusalém.



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Muitos interpretam este rio como um rio literal no futuro. Mas este rio é uma metáfora espiritual, e ele representa a vida espiritual e de cura para o fluxo da humanidade que crê na soberania de Deus. Creio que os bolaines ou Sinkholes são sinais proféticos de que um tempo sem igual é chegado. Talvez a última grande onda de avivamento oferecido por Deus para a nossa geração antes da volta de Cristo. Apesar de todas estas especulações uma novidade vem chamando muito a atenção desde Agosto de 2011. Um rio descoberto nas galerias subterrâneas de Jerusalém, conforme relatado pelo Jornal Jerusalém Post.



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Este rio subterrâneo é semelhante a dois outros rios na Bíblia: o rio que flui para fora do Jardim do Éden (Gênesis 2:10) e o rio que fluirá na Nova Jerusalém durante o estado eterno (Ap 22:1 - 2;.. cf Sl 46:4; 65:9; Joel 3:18, Zc 14:8. Como o rio em Apocalipse, aquele em Ezequiel fluirá a partir do trono de Deus, pois Ele é a fonte de ambos os rios. No entanto, haverá um templo na terra milenar, mas não haverá um no estado eterno (Ap 21:22). O rio em Apocalipse também descia a rua da cidade, mas Ezequiel não mencionou nenhuma cidade ao leste do templo, apenas uma ao sul (45:6). Parece que Ezequiel e João viram dois rios diferentes, mas o propósito de ambos os rios foi o mesmo.

sábado, 27 de outubro de 2012

Você sabe realmente quem é o Sr. José Serra?

Conheça o livro: "A PRIVATARIA TUCANA" de Amaury Ribeiro Jr em uma entrevista dada à Heródoto Barbeiro no Jornal Record News... O livro se esgotou no dia do lançamento. A publicação aponta José Serra como favorecido em esquema de corrupção na época das privatizações. Vale a pena conhecer!!!


Pra baixar o livro em PDF, acesse o endereço eletrônico:
http://hotfile.com/dl/137515321/b7d895c/A_Privataria_Tucana_-_Amaury_Ribeiro_Jr.pdf.html

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